TdC conclui que regulador dos seguros cobrou receitas acima do necessário

  • 23/01/2026

A conclusão consta da auditoria ao financiamento da atividade reguladora de seguros e fundos de pensões, hoje publicada, que aponta para falhas estruturais no modelo de financiamento e na governação da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

 

Segundo o relatório, as taxas de supervisão e regulação cobradas em 2023, no valor de 21,5 milhões de euros, "não são ajustadas desde 2009" e "não existe avaliação periódica" que assegure a adequação da receita à despesa necessária para uma atuação "eficaz e eficiente" do regulador, nem que otimize o impacto da regulação sobre regulados, supervisionados e consumidores.

Nesse sentido, "verificou-se a acumulação de excedentes de tesouraria (44 milhões de euros, após 2023) por ser cobrada receita que, desnecessária aos fins da missão da ASF, tem sido utilizada para financiar o Estado", lê-se no comunicado emitido pela entidade.

O Tribunal de Contas conclui também que a avaliação do impacto regulatório realizada pelo regulador dos seguros é "ainda incipiente", uma vez que "não fornece dados quantitativos sobre custos e benefícios da regulação, nem assegura a sua revisão sistemática".

No plano prudencial, o relatório destaca que as associações mutualistas, sujeitas desde 2018 a um regime transitório de adaptação à regulação e supervisão da atividade seguradora e resseguradora, continuam sem apresentar "planos de convergência conformes à sua obrigação legal", o que "limita os poderes" do regulador, "a proteção dos seus associados e a estabilidade do sistema financeiro".

A auditoria aponta igualmente falhas na aplicação de normas destinadas a reforçar a independência, imparcialidade e autonomia do regulador, devido ao atraso em substituir os membros do Conselho de Administração (CA) e do Conselho de Fiscalização (CF) da ASF, designados para o Instituto de Seguros de Portugal (ISP), que se mantiveram em funções "muito para além dos seus mandatos".

O presidente e a vogal do CA permaneceram 21 meses e 16 dias além do mandato, o vice-presidente cinco anos e três meses, e os membros do CF três anos, detalha a auditoria.

Esse atraso impediu o regulador de poupar 562 mil euros em remunerações do Conselho de Administração entre 16 de outubro de 2017 e 30 de novembro de 2022. Já a indexação dos vencimentos dos membros do Conselho de Fiscalização, nomeados em 2018, ao regime do antigo ISP levou ao pagamento adicional de 425 mil euros.

O relatório conclui ainda que o regulador dos seguros "utiliza indevidamente a Casa do Pessoal", uma associação privada sem fins lucrativos, para realizar despesa e atribuir benefícios adicionais aos seus associados.

Face a estas conclusões, o Tribunal de Contas formulou um conjunto de recomendações dirigidas aos ministros das Finanças, da Segurança Social e ao próprio regulador.

Leia Também: Tribunal de Contas dá parecer positivo à conta da Assembleia da República

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/economia/2925245/tdc-conclui-que-regulador-dos-seguros-cobrou-receitas-acima-do-necessario#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Quero Essa Mulher

Rui Bandeira

top2
2. Se Digo É Porque É

Sol Brilhante

top3
3. Meu Mundo

Duo Sol Nascente

top4
4. Eu Gosto Do Pilão

Rosinha

top5
5. Quero Ir À Romaria

7 Saias

Anunciantes