Resultado das eleições? "Investidores veem Portugal como país estável"
- 23/01/2026
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, desvalorizou, na quinta-feira, o impacto do resultado das eleições presidenciais na economia portuguesa, apontando para a imagem de estabilidade que o país tem junto dos investidores.
"Os investidores veem Portugal como um país estável. Falo com muitos investidores e nunca ouvi qualquer preocupação", disse Miranda Sarmento numa entrevista à Reuters, à margem do Fórum Económico Mundial, que decorrer em Davos, na Suíça.
O ministro das Finanças manifestou ainda confiança no Parlamento, esperando que os deputados continuem a ter aquilo que chama de responsabilidade orçamental:
"Acho que a oposição aprendeu a lição nas eleições de maio... e acredito que o Parlamento continuará a ter responsabilidade orçamental, ninguém em Portugal quer o regresso ao défice", afirmou.
Presidenciais têm impacto no programa do Governo?
Já esta semana, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, sublinhou que o resultado das eleições presidenciais, cuja segunda volta será realizada no próximo dia 8 de fevereiro, não irá impactar o programa do Governo em funções.
"O Governo tem um programa para cumprir. Essa é a sua missão, o seu foco, a sua obrigação. Seja qual for o resultado (...), o programa do Governo é aquele que está viabilizado na Assembleia da República e é aquele que vai transformar o país", afirmou Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência "10 Anos Conversa Capital", que decorreu em Lisboa.
Segundo o governante, o executivo liderado por Luís Montenegro está "determinadíssimo em executar o seu programa".
"Não creio que, seja qual venha a ser o resultado das eleições presidenciais, isso seja muito relevante para o cumprimento do programa do Governo", acrescentou.
Segunda volta à vista
No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.
O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
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