CEMAC aceita repatriamento de lucros e quer ajuda do FMI
- 24/01/2026
"A estabilidade do franco CFA é uma condição essencial para proteger o poder de compra, a credibilidade dos Estados e a soberania económica da sub-região", lê-se num comunicado do presidente gabonês, Brice Oligui Nguema, que preside à organização.
No texto citado pela agência de informação financeira Bloomberg, os líderes dos países da CEMAC afirmam que aceitaram permitir que as empresas estrangeiras repatriem as suas receitas de exportação e concordar com programas com o Fundo Monetário Internacional, para além de definirem uma estratégia para acelerar a substituição de importações para aliviar a pressão sobre as reservas.
Estes seis países africanos (Camarões, Gabão, República do Congo, República Centro-Africana, Chade e Guiné Equatorial) partilham o franco CFA, cujas reservas detidas pelo banco central da região caíram 12,5% no ano passado, para 6,4 biliões de francos CFA, o equivalente a 11,5 mil milhões de dólares.
De acordo com a consultora Oxford Economics, isso equivale a apenas 4,2 meses de importações, apesar de a moeda ter sido negociada a quase sem alterações durante este ano, num câmbio de 558,057 francos por dólar, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
"Os governos são claros no seu compromisso de defender o franco, e é do seu claro interesse fazê-lo para preservar o poder de compra dos cidadãos e evitar os graves problemas que poderiam surgir se a dívida denominada em moeda forte aumentasse repentinamente de valor na moeda nacional", escreve a consultora britânica Oxford Economics.
Uma desvalorização da moeda comum destes países "afetaria duramente os trabalhadores, e os líderes regionais fazem bem em proteger-se contra essa eventualidade", escreve ainda a Oxford Economics.
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