Borges faz dedicatória especial após vitória em Arouca: "Peço desculpa…"
- 24/01/2026
Rui Borges, treinador do Sporting, em declarações à Sport TV+, após a vitória diante do Arouca (2-1), em jogo da 19.ª jornada da I Liga, disputado na tarde deste sábado.
Jogo muito complicado: "Jogo difícil por tudo: adversário, tempo, desgaste... Entrámos bem, controlámos os primeiros 45 minutos, mas depois entrámos mal nos 10 minutos da segunda parte, onde o Arouca poderia ter virado o jogo. São esses 10 minutos que viraram o jogo. Depois dessa oportunidade em que o Arouca poderia ter feito o 2-1, voltámos a nós, corremos atrás do prejuízo. Podíamos ter tido melhores decisões, antes do golo. Mas foi a vontade, o querer e atitude competitiva que tivemos que também leva a ganhar jogos.
Desligar na segunda parte: "Não digo total, mas entrámos com algum suplex nos primeiros 10 minutos, que nos saíram caro. Entrámos muito acomodados. Foi algo que tentámos ligar a malta ao intervalo, porque sabíamos que ia ser logo um início comprometedor se tivéssemos algum facilitismo. Mas não adiantou. É muito próprio e individual. Não há como lutar. Neste caso até foi coletivo. Os jogadores nunca vão estar sempre no top e ligados com a mesma energia. Soubemos reagir, acreditar, ter ambição até ao fim... Dar um agradecimento aos adeptos, que foram incansáveis do início ao fim. E peço desculpa a todos, mas quero dedicar a vitória à minha mãe que faz anos. Deixar um beijinho grande. A vitória é para ela. Ela sofre bastante e vive muito os jogos. Dedicar esta vitória à dona Cândida e deixar-lhe um beijinho".
Energia vinda do banco: "Claramente que sim. Tenho vindo a dizer. A única diferença é que quando temos, temos mais soluções. Seja estratégico... (...) O Pote pelo Trincão. que nota-se que caiu um bocadinho. É natural, tem jogado sempre e dado tudo pela equipa. Dá-nos esse refrescar. Ficámos muito mais fortes em termos coletivos".
Suárez deixa-o descansado?: "Não é os golos. É a forma como trabalha para a equipa. Luta imenso. Diariamente e nos jogos também. Uma capacidade de trabalho enorme. Tem uma energia muito própria que empurra a equipa. Os jogadores sabem que ele está ligado a toda a hora e que a qualquer momento pode resolver o jogo. Felizmente, tem estado sempre. Foi uma boa contratação. Estava identificado e sabíamos o que nos ia dar".
É obrigatório chegar ao Dragão sem perder mais pontos: "Não adianta pensar no Dragão. Ainda temos o Nacional em casa, o jogo para a Taça em nossa casa, a Champions novamente... São muitos jogos até ao Dragão e ainda não estou focado nisso. Para sermos campeões temos de fazer uma segunda volta quase perfeita e mesmo assim pode não chegar, porque quem vai à frente está a fazer uma grande época. Mais do que o Dragão, perceber os jogos que controlamos, que são os nossos. Não há margem de erro, temos de os ganhar. Não podemos vacilar em momento algum. A equipa sabe disso e assume responsabilidade e eu também a assumo. Queremos ganhar. Mas também sabemos que a segunda volta vai ser mais difícil do que a primeira. Os pontos vão custar caro. Cada vez estão mais caros e nesta segunda volta ainda mais. As dificuldades vão aumentar. Viu-se hoje, mas estamos na luta, com vontade e ambição enorme. Acima de tudo, com uma responsabilidade muito grande daquilo que nós temos".



